Projeto que iniciou com cinco produtores, hoje já conta com 25. A expectativa é que o número aumente

ASSOCIATIVISMO: Fernandes Pinheiro se destaca na criação de abelhas e produção de mel

Segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Última Modificação: 26/01/2017 15:16:19 | Visualizada 918 vezes


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Na comunidade de Bituva das Campinas, está sendo finalizada a construçãoda sede da Associação de Apicultores e Meliponicultores de Fernandes Pinheiro (Amfepi), que iniciou em 2005 com cinco produtores. Hoje, ela conta com 25 associados e com parcerias importantes, como com a Unicentro e a Prefeitura Municipal.

Segundo o presidente da Amfepi, IvalmorPedro Caragnato, o novo espaço servirá para oferecer cursos para os produtores e pessoas interessadas na cultura. Também a comunidade e estudantes poderão ver de perto a criação de abelhas e assim aprender sobre a importância da preservação das espécies nativas – aquelas que não possuem ferrão, através do não desmatamento, para que elas continuem tendo lugar na natureza.

A construção da sede contou com apoio fundamental dos seus associados, que através de mutirões conseguiram levantar a estrutura. Também, a Prefeitura de Fernandes Pinheiro disponibilizou um recurso, que foi aprovado pela Câmara de Vereadores, para ajudar nas obras. Futuramente, a ideia é que o espaço também tenha uma cozinha comunitária, onde mulheres das comunidades poderão participar de cursos e trabalharem na produção de derivados de mel.

Através da parceria da Unicentro, com uma universidade da Alemanha, por meio do projeto da Bacia do Rio Imbituvão, os produtores de mel que integram a Amfepi receberam os equipamentos necessários para trabalharem com abelhas com ferrão e, também, caixas de abelhas nativas para iniciarem a criação.

Caragnato é criador de abelhas sem ferrão, que também produzem mel, o qual é utilizado, por exemplo, de forma medicinal e na indústria de cosméticos. Também, com esta cultura, é possível vender as famílias de abelhas. Somente em sua propriedade, em Bituva das Campinas, ele tem 11 espécies diferentes das nativas.

“O processo de criação não é fácil. É preciso gostar muito. Eu trabalho com abelhas com ferrões, as apis, há 10 anos e com as nativas há seis”, relata o produtor rural, que já participou de 15 cursos para se especializar, principalmente os ofertados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Além de Caragnato, a Amfepi possui mais seis criadores de abelhas nativas. Contudo, a ideia é que todos os associados passem atrabalhar com isso também. Por caixa de abelhas sem ferrão, que tenha aproximadamente 80 mil indivíduos, em época de florada, é possível produzir 20 quilos de mel, que é disponibilizado em menor escala e tem valor superior no mercado, acima do que é feito pelas abelhas apis.

As nativas também são comercializadas para produtores de frutas, como morango, para realizarem a polinização. O processo para a criação de uma família é de aproximadamente 90 dias.

Segundo Caragnato, a produção de abelhas e mel funciona como mais uma alternativa de renda para pequenos produtores, que podem diversificar suas propriedades. “Neste ano, a Amfepi vendeu 200 quilos de mel, em sachê, para a Prefeitura de Fernandes Pinheiro. O produto foi repassado para a merenda escolar e nos auxiliou na comercialização”, comenta.

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